O cheiro de tempero e óleo quente impregnava o ar naquela cozinha caótica do restaurante. Era uma noite de sexta-feira, o turno da noite tava insano, com gritos de pedidos e o barulho das panelas batendo sem parar. Eu, Helena, tava ali só pra resolver umas papeladas de contrato com o dono, mas acabei ficando mais do que o necessário. Meu olhar não parava de cruzar com o de Thiago, um dos cozinheiros, um cara moreno, tatuado, com mãos grandes que pareciam saber o que fazer além de mexer nas panelas. Cada vez que ele passava por mim, carregando caixas pro estoque, eu sentia um calor subindo pelo corpo, um tesão que não dava pra ignorar.
Eu tava no canto, fingindo revisar uns documentos na prancheta, mas meus olhos verdes tavam grudados nele. Ele percebeu. Deu um sorrisinho de canto de boca, daquele jeito que diz “sei o que você tá pensando”. Meu coração disparou quando ele acenou com a cabeça pra despensa nos fundos, um lugar apertado, cheio de prateleiras com latas e sacos de farinha. Era loucura, mas meus pés foram na direção dele antes mesmo que eu pudesse pensar direito.
— Tá precisando de ajuda com alguma coisa, doutora? — perguntou ele, voz rouca, enquanto empurrava a porta da despensa pra me deixar passar primeiro.
— Acho que sim... — respondi, com um tom provocante, entrando no espaço minúsculo. O calor ali dentro era sufocante, e o cheiro de especiarias misturado ao suor dele me deixava zonza. A porta mal fechou atrás de nós, e já senti o corpo dele colado no meu, me prensando contra uma prateleira. As latas balançaram com o impacto, quase caindo, mas nenhum dos dois ligou.
— Você é perigosa, sabia? — ele murmurou, enquanto suas mãos já subiam pelas minhas coxas, levantando minha saia lápis preta. Eu tava sem meia-calça por causa do calor da noite, e o toque áspero dos dedos dele na minha pele morena clara me fez soltar um gemido baixo. Não tinha tempo pra joguinhos, a cozinha lá fora tava a mil, e a gente sabia que qualquer um podia abrir aquela porta a qualquer momento. Isso só aumentava o tesão.
— Então faz logo, putão... — provoquei, virando o rosto pra encarar aqueles olhos escuros cheios de fome. Ele não perdeu tempo. Me puxou pela cintura, me virando de costas pra ele, e eu apoiei as mãos numa prateleira baixa, empinando a bunda sem nem pensar. Ouvi o som do zíper dele abrindo, e meu coração parecia que ia explodir no peito. Minha calcinha preta de renda foi deslizada pro lado com pressa, e senti a cabeça do pau dele roçando na minha entrada, já molhada só de imaginar o que vinha por aí.
— Caralho, Helena, você tá ensopada... — ele grunhiu no meu ouvido, e antes que eu pudesse responder, ele meteu de uma vez, me preenchendo com uma estocada forte. Soltei um gemido alto demais, mordendo o lábio pra tentar abafar. A dorzinha inicial deu lugar a um prazer absurdo, enquanto ele segurava meus quadris e começava a bombar rápido, sem dó. As prateleiras tremiam, alguns pacotes menores caíram no chão, mas a gente não parava. Eu rebolava contra ele, querendo mais, sentindo cada centímetro daquele cacete duro me arrombando.
— Mais forte... vai, Thiago, me fode! — sussurrei entre os dentes, jogando a cabeça pra trás. Meus cabelos longos e castanhos se bagunçaram no rosto dele, e senti o hálito quente na minha nuca enquanto ele obedecia, socando com uma força que fazia meu corpo inteiro tremer. Uma das minhas mãos desceu instintivamente pro meio das pernas, esfregando meu clitóris com desespero, enquanto a outra se agarrava na borda da prateleira pra não cair. Meus joelhos tavam moles, mas eu não queria parar por nada nesse mundo.
De repente, ouvimos vozes do outro lado da porta. Alguém gritava por Thiago, pedindo mais cebolas ou sei lá o quê. Meu coração gelou, mas o tesão falou mais alto. Ele parou por um segundo, ofegante, ainda dentro de mim, e sussurrou:
— Fica quieta, delícia... só mais um pouco.
Eu assenti, mordendo o lábio até quase sangrar, enquanto ele voltava a meter devagar, mas profundo, cada movimento calculado pra não fazer barulho. Era torturante e delicioso ao mesmo tempo. Meu corpo todo pulsava, eu tava tão perto de gozar que mal conseguia respirar direito. As vozes lá fora pareceram se afastar, e Thiago aproveitou pra acelerar de novo, segurando minha bunda com força enquanto eu sentia o orgasmo vindo como uma onda incontrolável.
— Vou gozar... caralho... — avisei, quase sem voz, e ele grunhiu algo que nem entendi, mas senti o pau dele pulsar dentro de mim. Gozamos juntos, eu tremendo inteira, minha buceta apertando ele enquanto jatos quentes me enchiam. Fiquei ali, ofegante, ainda empinada contra a prateleira, sentindo as pernas bambas. Ele saiu devagar, ajustando minha calcinha no lugar antes de fechar o zíper da calça.
— Isso foi foda... — murmurei, endireitando-me devagar e virando pra encarar ele. Meu rosto tava quente, suado, mas eu não conseguia parar de sorrir. Ele passou a mão no meu rosto, tirando uma mecha de cabelo dos meus olhos verdes, e deu um beijo rápido nos meus lábios.
— Se precisar de mais ajuda com contratos, doutora, é só chamar — disse, com aquele sorrisinho safado, antes de abrir a porta com cuidado pra checar se tinha alguém do lado de fora.
Saí dali primeiro, arrumando a saia e tentando disfarçar as pernas ainda trêmulas. Voltei pro canto da cozinha como se nada tivesse acontecido, pegando minha prancheta com dedos que ainda formigavam. Mas cada vez que olhava pra Thiago voltando ao trabalho, cortando legumes como se não tivesse acabado de me foder na despensa, eu sentia minha buceta pulsar de novo. Aquela noite no restaurante nunca mais seria a mesma.

