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Desejo na Penumbra
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Desejo na Penumbra

ProsaSensualF
ProsaSensualF
15 de julho de 2025
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#desejo
#solidão
#descoberta
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Meu nome é Fernanda, tenho 32 anos, sou psicóloga, e confesso que minha vida sempre foi meio regrada demais. Sou aquela mulher de 1,68m, pele clara, cabelos castanhos ondulados caindo pelos ombros, olhos marrons que, segundo alguns, têm um brilho curioso. Mas, por trás dessa fachada de profissional séria, tem um lado meu que eu escondo até de mim mesma. Um lado que pulsa, que quer se soltar, que sente falta de algo que nem sei nomear direito. Essa história é sobre como eu deixei esse lado sair, nem que fosse por uma noite.

Era uma sexta-feira, quase meia-noite, e eu não conseguia dormir. Minha cabeça tava um turbilhão. Sessões com pacientes, relatórios pra entregar, e uma solidão que pesava no peito. Morando sozinha num apartamento pequeno no centro de São Paulo, eu tava acostumada com o silêncio, mas naquela noite ele tava me sufocando. Peguei o celular, rolei o Instagram sem muito interesse, até que vi uma notificação de mensagem. Era o Thiago, um amigo da época da faculdade. Fazia anos que a gente não se falava, mas só de ler o nome dele, senti um arrepio. Ele sempre teve um jeito de mexer comigo, com aquele olhar penetrante e um sorriso que parecia saber mais do que dizia.

“Oi, Fer, quanto tempo! Tô na cidade por uns dias, topa um café amanhã?” – a mensagem era simples, mas minha mente já começou a viajar. Thiago era o tipo de cara que eu nunca tive coragem de chegar junto na época da facul. Ele era confiante, tinha um papo que te prendia, e um corpo que, bom, eu não vou mentir, sempre me chamou atenção. Alto, ombros largos, uma tatuagem no braço que eu ficava encarando discretamente nas aulas. Respondi um “Claro, vamos sim!”, tentando soar casual, mas meu coração tava disparado.

No dia seguinte, a gente se encontrou num café na Vila Madalena. Eu tava nervosa, com um vestido preto simples, mas que marcava meu corpo de um jeito que eu sabia que chamava atenção. Quando ele chegou, com uma camisa polo azul que destacava o peito definido, senti um calor subir pelo meu rosto. O papo fluiu fácil, como se a gente nunca tivesse perdido contato. Ele ria das minhas piadas, me olhava nos olhos de um jeito que parecia ler minha alma. Mas o que me pegou mesmo foi quando ele, do nada, disse: “Sabe, Fer, sempre achei você incrível, mas meio... inalcançável. Como se tivesse um muro ao seu redor.”

Eu ri, meio sem graça, mas aquelas palavras mexeram comigo. Será que eu era tão fechada assim? Será que eu tava perdendo chances por medo de me entregar? A conversa foi ficando mais íntima, e, quando percebi, já tava anoitecendo. Ele sugeriu irmos pro meu apê, “pra continuar o papo com um vinho”. Meu lado racional gritava pra recusar, mas o outro lado, aquele que eu reprimia, tava louco pra dizer sim. E eu disse.

Chegando em casa, abri uma garrafa de vinho tinto que eu guardava pra ocasiões especiais. Sentamos no sofá, a luz baixa, só o abajur iluminando o ambiente. O silêncio entre a gente não era desconfortável, era... carregado. Ele pegou minha mão, traçando os dedos sobre minha pele, e perguntou: “Por que você se esconde tanto, Fer? Eu vejo nos seus olhos que tem algo aí querendo sair.” Meu coração parecia que ia explodir. Eu queria falar, mas as palavras não vinham. Só consegui olhar pra ele, e naquele momento, senti que não precisava dizer nada.

Ele se aproximou, o cheiro do perfume dele me envolvendo, uma mistura de madeira e algo doce que me deixava tonta. Quando os lábios dele tocaram os meus, foi como se um fogo se acendesse dentro de mim. Um beijo lento no começo, mas que foi ficando urgente, faminto. Minhas mãos foram pros cabelos dele, puxando de leve, enquanto as mãos dele exploravam minha cintura, descendo pros meus quadris. Eu tava ofegante, sentindo cada toque como se fosse eletricidade na minha pele.

“Você é tão linda quando se entrega,” ele sussurrou no meu ouvido, a voz rouca, enquanto mordiscava de leve meu pescoço. Aquelas palavras me deixaram zonza, um misto de excitação e uma culpa que eu nem sabia de onde vinha. Mas eu não queria parar. Queria mais. Tirei a camisa dele, vendo os músculos definidos, a tatuagem no braço que agora eu podia tocar. Ele desceu as alças do meu vestido, deixando meus ombros nus, e eu senti um arrepio quando o ar frio bateu na minha pele quente.

A gente se deitou no sofá, os corpos colados, e eu podia sentir o calor dele contra mim. Cada toque, cada beijo, parecia um pecado que eu tava morrendo de vontade de cometer. “Me diz o que você quer, Fer,” ele murmurou, os olhos fixos nos meus, cheios de uma intensidade que me deixava sem chão. Eu hesitei por um segundo, mas então falei, com a voz tremendo: “Quero você. Tudo de você.” Era como se eu tivesse aberto uma porta que nunca mais ia fechar.

Ele sorriu, um sorriso de quem sabia o poder que tinha sobre mim naquele momento. E então, me puxou mais pra perto, as mãos firmes, me guiando. Cada movimento era uma mistura de controle e entrega, como se ele soubesse exatamente como me levar ao limite. Eu gemia baixo, sentindo meu corpo responder de um jeito que eu nunca tinha sentido antes. Era luxúria pura, mas também tinha algo mais profundo, algo que me assustava e me atraía ao mesmo tempo. Eu tava me expondo, me entregando de um jeito que nunca fiz com ninguém.

Quando tudo acabou, a gente ficou ali, ofegantes, suados, o silêncio voltando a nos envolver. Eu tava com a cabeça no peito dele, ouvindo o coração dele bater, e uma onda de emoções me acertou em cheio. Tinha sido incrível, mas agora a culpa começava a aparecer. E se eu tivesse ido longe demais? E se isso mudasse tudo? Mas, ao mesmo tempo, eu sentia uma liberdade que nunca tinha sentido. Como se, pela primeira vez, eu tivesse sido eu mesma, sem máscaras, sem medo.

Thiago passou a mão pelos meus cabelos e disse, quase num sussurro: “Não se arrependa, Fer. Às vezes, a gente precisa se perder pra se encontrar.” Aquelas palavras ficaram na minha cabeça enquanto eu tentava processar o que tinha acontecido. Eu sabia que aquela noite não ia ser só uma lembrança. Era o começo de algo, ou talvez o fim de uma versão de mim que eu não queria mais carregar.

No dia seguinte, quando ele foi embora, prometendo ligar, eu fiquei olhando pela janela do apê, sentindo o vazio do silêncio de novo. Mas agora era diferente. Tinha um calor dentro de mim, um desejo que eu não ia mais ignorar. Eu não sabia o que vinha pela frente, mas uma coisa era certa: eu tava pronta pra explorar esse lado meu, nem que fosse aos poucos, nem que doesse. Porque, no fundo, eu sabia que viver sem isso seria muito pior.

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