O elevador subiu devagar, quase como se soubesse que eu precisava de tempo pra organizar a bagunça na minha cabeça. Tava voltando pro quarto depois de um dia inteiro de palestras num congresso de veterinária, suado, cansado, mas com o corpo ainda elétrico. No corredor do hotel, o carpete abafava meus passos, e o silêncio era quebrado só pelo som da minha respiração pesada. Eu sabia que não devia, que era loucura, mas minha mente não parava de girar em torno dela: Lívia.
Eu conhecia o marido dela, o Rafael, há anos. Um cara gente boa, parceiro de trampo, daqueles que você chama pra um churrasco sem pensar duas vezes. Mas Lívia... puta merda, Lívia era outra história. Loira, olhos castanhos que pareciam me despir toda vez que me encaravam, um corpo que parecia esculpido pra provocar. Ela tava ali no congresso acompanhando ele, e desde o primeiro dia, no café da manhã do hotel, nossos olhares se cruzaram de um jeito que não dava pra ignorar. Era como se tivesse uma corrente elétrica entre a gente, pronta pra explodir.
Cheguei no meu quarto, o 304, joguei a mochila no canto e me larguei na cama king size, ainda de roupa. O ventilador do ar-condicionado zumbia baixo, e o cheiro de lençol limpo misturado com o perfume dela — que eu juro que ainda sentia no ar — tava me deixando louco. Eu sabia que ela tava no quarto ao lado, o 306, provavelmente sozinha enquanto o Rafael tava na última palestra da noite. Meu pau já pulsava só de imaginar.
Levantei, tirei a camisa e fui pro banheiro lavar o rosto, tentando esfriar a cabeça. Mas enquanto a água gelada escorria pela minha nuca, ouvi uma batida leve na porta. Meu coração disparou. Será que era ela? Ou será que eu tava tão obcecado que tava imaginando coisas? Sequei o rosto rapidinho e abri a porta com o peito ainda apertado.
— Oi, Bruno... será que você tem um carregador? O meu pifou — disse Lívia, parada ali, com um vestido preto curto que marcava cada curva do corpo dela. O cabelo solto caía sobre os ombros, e o sorriso dela era um misto de inocência e malícia.
— Claro, entra aí que eu pego — respondi, tentando soar casual, mas minha voz saiu mais rouca do que eu queria. Ela entrou, e o perfume doce dela invadiu o quarto. Fechei a porta devagar, sentindo o peso daquele momento. Enquanto eu revirava a mochila fingindo procurar o carregador, percebi que ela não tava nem aí pro celular. Os olhos dela tavam fixos em mim, descendo pelo meu peito nu até parar na cintura da calça jeans.
— Sabe, Bruno, eu não vim só por causa do carregador... — confessou ela, dando um passo mais perto. A voz dela era baixa, quase um sussurro, mas cada palavra parecia um convite. Meu sangue ferveu.
— E veio por quê, então? — perguntei, largando a mochila no chão e me virando pra encará-la. Meu tom era provocante, quase desafiador. Eu sabia que tava pisando em terreno perigoso, mas não conseguia parar.
— Porque eu não consigo parar de pensar em você desde que te vi no café hoje cedo — disse ela, sem desviar o olhar. A confissão dela foi como gasolina jogada numa fogueira. Meu corpo reagiu antes da minha cabeça. Dei um passo à frente, ficando a centímetros dela. Sentia o calor da pele dela mesmo sem tocar.
— Isso é errado, Lívia. O Rafael... — comecei a falar, mas ela me interrompeu com um dedo nos meus lábios.
— Shh... só por hoje. Só agora. Ninguém precisa saber — sussurrou ela, e antes que eu pudesse raciocinar, os lábios dela colaram nos meus. O beijo era quente, faminto, como se a gente tivesse esperado uma vida inteira por aquilo. Minha mão deslizou pela cintura dela, puxando-a mais pra perto, enquanto a outra subiu pras costas, sentindo a pele macia sob o tecido fino do vestido.
A gente tropeçou até cair na cama, sem parar de se beijar. As mãos dela exploravam meu peito, descendo até o cós da calça, enquanto eu levantava o vestido dela, descobrindo as coxas lisas e firmes. Meu pau já tava duro pra caralho, pressionando contra o jeans, e quando ela sentiu isso, deu um gemido baixo que quase me fez gozar ali mesmo.
— Você é louca, sabia? — murmurei contra o pescoço dela, mordiscando de leve enquanto minha mão descia mais, sentindo o calor da buceta dela por cima da calcinha. Molhada. Caralho, ela tava encharcada.
— E você adora isso, né? — retrucou ela, com um sorriso safado, enquanto desabotoava minha calça. Quando ela finalmente pegou minha rola na mão, soltei um grunhido baixo. A pegada dela era firme, confiante, como se soubesse exatamente o que tava fazendo comigo.
Tirei o vestido dela com pressa, revelando os peitos perfeitos, sem sutiã. Chupei cada um deles com vontade, sentindo os mamilos endurecerem na minha boca enquanto ela gemia e puxava meu cabelo. Desci os beijos pelo ventre dela, até chegar na calcinha preta de renda. Tirei com os dentes, só pra provocá-la mais um pouco, e quando minha língua finalmente encontrou aquela buceta lisinha e molhada, ela arqueou as costas e soltou um grito abafado.
— Porra, Bruno, não para... — implorou ela, as mãos apertando os lençóis. Eu não parei. Lambi com gosto, chupando o clitóris dela enquanto enfiava dois dedos dentro, sentindo as paredes quentes se contraírem. Ela gozou rápido, tremendo inteira, o corpo se contorcendo na cama enquanto eu continuava lambendo cada gota.
Mas eu queria mais. Levantei, tirei a calça e a cueca de uma vez, deixando minha rola livre. Ela olhou pra mim com desejo puro nos olhos, mordeu o lábio e abriu as pernas ainda mais, me chamando. Peguei uma camisinha na carteira — porque por mais que eu quisesse meter sem nada, não sou irresponsável — e coloquei rapidinho.
Quando enfiei nela, devagar no começo, senti cada centímetro sendo engolido por aquela buceta apertada e quente. Soltei um gemido rouco, e ela cravou as unhas nas minhas costas. Comecei a meter com força, sentindo os corpos colados, suados, o som dos nossos gemidos ecoando no quarto.
— Mais forte, porra... — pediu ela, e eu obedeci. Meti com tudo, sentindo o prazer subir pela espinha enquanto ela rebolava contra mim, pedindo mais. Em algum momento, virei ela de bruços, puxei os quadris pra cima e meti por trás, vendo aquele rabo perfeito balançar a cada estocada.
A gente perdeu a noção do tempo. Era só tesão puro, proibido, incontrolável. Quando finalmente gozei, foi como uma explosão, meu corpo todo tremendo enquanto eu enchia a camisinha dentro dela. Ela gozou junto, gritando meu nome baixo, como se tentasse não ser ouvida pelo mundo inteiro.
Desabei ao lado dela na cama, ofegante, o coração disparado. O silêncio voltou ao quarto, pesado agora, carregado de culpa e desejo satisfeito. Olhei pra ela, os cabelos bagunçados, o rosto corado, e soube que aquilo não ia ficar só naquela noite.
— E agora? — perguntei, mais pra mim mesmo do que pra ela.
Lívia se virou pra mim, traçando círculos no meu peito com a ponta do dedo.
— Agora a gente finge que nada aconteceu... até amanhã — disse ela, com um sorriso que prometia mais problemas.
E eu sabia que tava fodido. Não só porque tinha traído um amigo, mas porque já tava contando as horas pra ter ela de novo.

