Eu tava encostada na borda da piscina, a água batendo na minha cintura, enquanto o som distante dos fogos de artifício ainda ecoava na noite. Era a virada de ano, já passava da meia-noite, e a adrenalina da festa na praia ainda pulsava no meu corpo. Meus pais tinham subido pra dormir, exaustos, e meu tio Alfredo com a esposa também já estavam no quarto. Sobramos eu, meu primo Bruno e a esposa dele, Lívia, na piscina da casa de praia, com uma garrafa de cerveja quase vazia na beirada e um clima de descontração que misturava risadas e olhares que eu não sabia direito como interpretar.
Bruno sempre foi aquele primo que cresceu junto comigo, parceiro de brincadeiras desde criança. Ele é policial, tem 30 anos, corpo malhado, braços fortes e um sorriso que desarma qualquer um. Lívia, a esposa dele, é uma morena linda, com curvas que chamam atenção e um jeito descontraído que me deixava à vontade. Nunca passou pela minha cabeça nada além de amizade com Bruno, mas naquela noite, com o álcool circulando nas veias e o calor da virada, algo parecia diferente. A gente tava brincando na água, jogando água um no outro, rindo alto, quando comecei a roçar minha bunda nele sem querer, só de zoação mesmo. Ele riu, me empurrou de leve, e Lívia, do outro lado da piscina, deu uma gargalhada, parecendo nem ligar. “Vocês são malucos!”, ela gritou, antes de mergulhar e voltar à tona com o cabelo molhado colado no rosto.
Aquela brincadeira boba mexeu comigo. O contato do corpo dele, mesmo que rápido, fez minha pele arrepiar, e eu não resisti: fiz de novo, dessa vez por querer. Rocei minha bunda no pau dele por baixo da água, sentindo o volume mesmo através do short. Meu coração disparou, mas mantive o sorriso no rosto, fingindo que era só zoeira. Bruno não falou nada, só me olhou por um segundo com uma cara que misturava surpresa e algo mais, algo quente. Lívia não percebeu, ou pelo menos não demonstrou, e continuou nadando enquanto cantarolava uma música qualquer. O tesão do momento me pegou de jeito, e eu sabia que tava brincando com fogo, mas não consegui parar.
“Vou tomar banho, tô cheia de sal no corpo!”, Lívia anunciou de repente, saindo da piscina. A gente viu ela pegar a toalha e caminhar até o banheiro externo, perto da área da churrasqueira. A luz acendeu lá dentro, e logo ouvimos o som do chuveiro ligado. Ficamos só eu e Bruno na piscina, a água calma agora, refletindo as luzes dos postes ao redor. O silêncio entre a gente era pesado, carregado de uma tensão que eu não sabia se queria quebrar ou deixar crescer. Ele se aproximou, nadando devagar até ficar bem perto, o peito dele quase encostando nas minhas costas. “Você tá gostando de brincar comigo, né, Larissa?”, ele murmurou no meu ouvido, a voz rouca, quase um sussurro. Meu corpo inteiro reagiu, um calor subindo da boceta até o peito.
Não respondi com palavras, só virei o rosto de leve, encarando aqueles olhos escuros cheios de intenção. Ele não esperou mais sinal. Uma das mãos dele deslizou pela minha cintura por baixo da água, puxando meu corpo contra o dele. Senti o pau duro roçando na minha bunda de novo, agora sem disfarce nenhum. “Bruno, a gente não pode...”, murmurei, mas minha voz saiu fraca, sem convicção. Ele riu baixo, o hálito quente no meu pescoço. “Só um pouquinho não mata ninguém”, ele respondeu, enquanto a outra mão dele descia devagar, passando pela borda do meu biquíni.
Meu coração parecia que ia explodir quando os dedos dele encontraram minha boceta. Ele começou a mexer devagar, circulando o clitóris com uma pressão que me fez soltar um gemido baixo. A água tornava tudo mais suave, mas ao mesmo tempo mais intenso, como se cada toque fosse amplificado. Fechei os olhos, me apoiando na borda da piscina com as duas mãos, enquanto ele continuava aquela siririca deliciosa. “Tá gostando, prima?”, ele sussurrou, mordendo de leve o lobo da minha orelha. Eu só consegui assentir, mordendo o lábio pra não gemer alto. O som do chuveiro ainda ecoava lá longe, mas eu sabia que Lívia podia voltar a qualquer momento. Isso só aumentava o tesão, a adrenalina de estar fazendo algo tão errado num lugar onde podíamos ser pegos.
Ele acelerou o ritmo, dois dedos agora entrando e saindo devagar, enquanto o polegar continuava no clitóris. Minha boceta latejava, molhada não só pela água da piscina, mas pelo desejo que eu não conseguia controlar. “Caralho, Bruno...”, gemi baixinho, virando o rosto pra ele. Nossos lábios quase se tocaram, mas ele recuou um pouco, como se soubesse que um beijo seria cruzar uma linha ainda mais perigosa. Em vez disso, ele apertou meu corpo contra o dele com mais força, o pau duro pulsando contra minha bunda enquanto me levava ao limite. Gozei ali mesmo, na piscina, as pernas tremendo tanto que quase escorreguei. Ele segurou minha cintura firme, deixando eu me recompor enquanto ofegava contra seu ombro.
A luz do banheiro apagou nesse exato momento. Meu coração parou por um segundo. “Ela tá voltando”, sussurrei, me afastando rápido dele. Bruno só deu um sorriso safado antes de nadar pra outra ponta da piscina como se nada tivesse acontecido. Lívia apareceu enrolada na toalha, o cabelo pingando, e sorriu pra gente. “Vocês ainda tão aí? Tô morta, vou subir pra dormir”, ela disse, bocejando. “Já vamos também”, respondi, tentando disfarçar a voz trêmula. Ela acenou e subiu as escadas pro quarto deles.
Fiquei sozinha com Bruno por mais alguns minutos, mas agora o clima tinha mudado. A tensão ainda estava lá, mas havia também uma culpa pairando no ar. “Melhor a gente parar por aqui”, ele disse, saindo da piscina. Concordei com a cabeça, sem olhar pra ele. Subi pro meu quarto logo depois, o corpo ainda quente do toque dele, a cabeça girando com o que tinha acabado de acontecer.
Na manhã seguinte, durante o café, ninguém parecia desconfiar de nada. Lívia tava rindo alto contando uma história da festa na praia, meus pais discutindo sobre o almoço, e Bruno... bem, ele evitava me olhar diretamente. Peguei meu café e sentei longe dele na mesa, tentando focar em qualquer coisa que não fosse a lembrança dos dedos dele em mim. Tinha sido intenso demais, proibido demais. E o pior: eu sabia que, se tivesse outra chance, não ia conseguir resistir.

