O calor daquele fim de tarde tava insuportável, o ventilador da sala girando devagar, quase sem força, enquanto o suor escorria pelo meu pescoço. Eu tava na cozinha, descalça no chão frio, mexendo um arroz com feijão pro jantar, quando ouvi o barulho da porta do banheiro abrindo. Meu sogro, o Seu Carlos, tinha acabado de entrar lá, como fazia toda vez que eu saía do banho. Ele tava na nossa casa há uma semana, desde que a solidão da viuvez apertou depois da morte da Dona Márcia, há uns três meses. Meu marido, o André, insistiu pra ele ficar uns dias, e eu, claro, concordei. Afinal, era família. Mas, caralho, alguma coisa naquela presença dele me deixava inquieta.
O Seu Carlos era um moreno alto, uns 58 anos, mas com um corpo que ainda chamava atenção. Ombros largos, peito forte, uma barriga que denunciava os anos, mas nada que tirasse o charme. A pele brilhava no calor, e aqueles olhos castanhos sempre pareciam me estudar um pouco além do normal. Ele era quieto, educado, mas eu sentia um peso no ar toda vez que ficávamos sozinhos. E, nos últimos dias, comecei a perceber algo estranho: minhas calcinhas, que deixava no cesto de roupa suja dentro do banheiro, tavam sendo mexidas. Primeiro, achei que era coisa da minha cabeça, que eu tava paranoica. Mas não. Uma calcinha preta de renda, que usei num dia de tesão com o André, tava dobrada de um jeito que eu nunca deixaria. Outra, vermelha, tava com a parte do meio amassada, como se alguém tivesse... sei lá, cheirado.
Eu não trabalho fora, então passo o dia em casa, cuidando das coisas, enquanto o André rala no escritório até tarde. Isso me deu tempo pra observar. Toda vez que eu tomava banho, deixava a roupa suja no cesto e saía, o Seu Carlos inventava uma desculpa pra entrar no banheiro logo depois. “Vou só lavar as mãos,” ele dizia, com aquela voz grave que parecia esconder algo. No começo, pensei que fosse mania de velho, sei lá, higiene. Mas, porra, as calcinhas reviradas não saíam da minha cabeça. E confesso: uma parte de mim, aquela mais safada, começou a sentir um arrepio com a ideia. Será que ele tava mesmo fazendo o que eu imaginava?
Naquela sexta-feira, o André avisou que ia sair pra beber com os amigos do trampo. “Chego tarde, amor. Não me espera acordada,” ele disse, me dando um beijo rápido antes de pegar a chave do carro e sumir porta afora. Eu sorri, falei que tudo bem, mas por dentro meu coração já disparava. Era a chance perfeita pra tirar isso a limpo. O Seu Carlos tava na sala, sentado no sofá, vendo um jogo na TV com o volume baixo. Ele usava uma camisa polo azul desbotada e uma bermuda larga, as pernas peludas abertas como se estivesse em casa mesmo. “Helena, quer um suco? Tô indo buscar,” ele ofereceu, levantando-se devagar. Eu neguei, sentindo um nó na garganta. “Não, brigada. Tô bem.”
Esperei uns minutos e decidi agir. Tomei um banho rápido, de propósito, deixando a calcinha que usei o dia todo — uma branca de algodão simples, mas que sabia que tava marcada com meu cheiro — bem visível no topo do cesto. Saí do banheiro enrolada na toalha, o cabelo longo e castanho pingando na nuca, e passei pela sala como se nada estivesse acontecendo. “Tô indo trocar de roupa,” avisei, casual, enquanto via pelo canto do olho o Seu Carlos me encarar. Aqueles olhos verdes meus encontraram os dele por um segundo, e juro que vi um brilho ali. “Beleza, Helena,” ele respondeu, a voz mais rouca que o normal.
Fui pro quarto, coloquei um shortinho folgado e uma camiseta velha, mas não tranquei a porta. Deixei só encostada, o coração batendo forte. Esperei uns dois minutos e ouvi os passos dele pelo corredor. A porta do banheiro abriu e fechou. “Caralho, é agora,” pensei, saindo pé ante pé do quarto. O corredor tava escuro, só com a luz fraca da lâmpada da sala vazando até ali. Cheguei na porta do banheiro e vi que ele não tinha trancado. Tinha uma fresta pequena, suficiente pra espiar sem ser vista. Prendi a respiração e olhei.
O Seu Carlos tava lá dentro, de pé, de costas pra porta. A bermuda dele tava abaixada até os joelhos, mostrando a bunda firme pra idade que tinha. Na mão direita, minha calcinha branca, colada no nariz dele. Ele inspirava fundo, os olhos fechados, como se estivesse sentindo o melhor perfume do mundo. Na outra mão, segurava aquele pau. Porra, que pau! Grosso, veiudo, uns 20 centímetros fácil, maior e mais imponente que o do André. A cabeça brilhava na luz fraca do banheiro, e ele batia punheta devagar, com vontade, gemendo baixo enquanto cheirava minha calcinha. “Que delícia,” ele murmurou, quase inaudível, mas o som chegou até mim como um choque elétrico.
Meu corpo inteiro arrepiou. Senti um calor subir da buceta pro rosto, minhas pernas tremendo enquanto eu assistia. Não consegui me mexer, não quis confrontar ele. Só fiquei ali, espiando, o tesão me dominando. Sem nem pensar direito, minha mão desceu pro shortinho, por baixo da calcinha limpa que eu tinha vestido. Meus dedos encontraram meu clitóris já inchado, molhado pra caralho. Comecei a me tocar devagar, sincronizando com os movimentos dele, mordendo o lábio pra não gemer alto. Cada vez que ele inspirava minha calcinha, eu imaginava aquele pau dentro de mim, me rasgando, me fazendo gozar como nunca. “Porra, Seu Carlos, que putão,” pensei, enquanto meus dedos aceleravam.
Ele começou a bater mais rápido, o pau pulsando na mão, os gemidos ficando mais altos, abafados pelo tecido da minha calcinha. Eu via o corpo dele tensionar, os músculos das costas se movendo enquanto ele se aproximava do gozo. Minha buceta apertava contra meus dedos, o prazer subindo em ondas, e eu sabia que não ia aguentar muito. Quando ele finalmente gozou, jatos grossos saindo daquele pau gostoso, batendo na pia do banheiro, eu não segurei. Gozei junto, quietinha, as pernas quase cedendo, segurando na parede pra não cair. Foi intenso pra caralho, uma siririca que me deixou mole, ofegante, enquanto via ele limpar a bagunça com papel higiênico, ainda segurando minha calcinha como se fosse um troféu.
Ele dobrou o tecido com cuidado, colocou de volta no cesto como se nada tivesse acontecido, puxou a bermuda pra cima e abriu a torneira pra lavar as mãos. Eu recuei rápido pro quarto antes que ele saísse, fechei a porta com cuidado e me joguei na cama, o coração ainda disparado. Ouvi os passos dele voltando pra sala, o som da TV aumentando um pouco. Fiquei ali, deitada, olhando pro teto, sentindo o shortinho molhado entre as pernas. Não tive coragem de falar nada com ele, nem de tentar algo mais. Só guardei aquele momento na mente, aquele tesão proibido que me pegou desprevenida.
No dia seguinte, acordei cedo pra fazer café. O André ainda dormia, ressaqueado da noite anterior, roncando alto no nosso quarto. O Seu Carlos já tava na cozinha quando entrei, tomando um gole de café preto numa xícara velha. “Bom dia, Helena,” ele disse, com aquele tom calmo de sempre, como se nada tivesse acontecido. Eu sorri, tentando parecer natural, mas meus olhos verdes devem ter entregado algo, porque senti ele me encarando um segundo a mais. “Bom dia,” respondi, virando pras panelas pra disfarçar.
Passei o dia todo limpando a casa, lavando roupa, tentando ignorar o cesto no banheiro e as memórias daquela noite. Mas, caralho, cada vez que olhava pro Seu Carlos, sentado no sofá ou ajudando com algo trivial, só conseguia pensar naquele pau gostoso na mão dele, no jeito que ele cheirava minha calcinha como se fosse vida. Não sei quanto tempo ele vai ficar aqui em casa, mas tô exausta só de imaginar os próximos dias. Por agora, vou tocar a rotina, fingir que não vi nada. Mas dentro de mim, o tesão tá vivo, queimando quieto.

