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O Vizinho que Me Acordou
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O Vizinho que Me Acordou

SensualHelenaBR
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09 de janeiro de 2026
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#desejo
#encontro
#tensão
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13 min

Estava escorada na parede do elevador, o peso da pasta de trabalho pendurada no ombro, enquanto o cheiro de café frio ainda impregnava minha blusa. O dia tinha sido longo, um desses que suga até a última gota de paciência no escritório, e eu só queria chegar em casa, tirar os sapatos e fingir que o mundo lá fora não existia. Foi quando as portas se abriram no quinto andar, e ele entrou. Um cara alto, de pele bronzeada, camiseta justa marcando o peito, carregando uma caixa de papelão que parecia leve demais pros músculos que se moviam sob o tecido. Nossos olhos se cruzaram por um segundo, e juro que senti um arrepio subindo pela nuca, como se alguém tivesse passado um dedo gelado na minha pele.

— Boa noite — ele disse, voz grave, quase rouca, enquanto apertava o botão do décimo andar.

— Boa noite — respondi, tentando soar casual, mas minha boca estava seca. Eu me endireitei sem nem perceber, como se meu corpo quisesse ser notado. Dez anos casada, e ali estava eu, sentindo um calor idiota só por causa de um estranho no elevador.

Meu marido, Carlos, é um cara bom. Trabalha como contador, chega em casa às sete, faz o jantar às vezes, nunca reclama. Mas há quanto tempo não sinto tesão de verdade? Há quanto tempo não sou olhada como mulher, e não como a esposa que organiza as contas e lava a louça? A rotina nos engoliu. Nosso sexo é mecânico, quando acontece — uma rapidinha sem graça no escuro, só pra dizer que fizemos. Eu me toquei na última semana que nem lembro mais da última vez que gozei com ele. E ali, naquele elevador, com o cheiro de suor limpo daquele homem misturado ao metal frio do ambiente, algo em mim acordou. Algo faminto.

Os dias seguintes foram um tormento. Eu sabia que ele era o novo vizinho do 1002, porque vi a mudança chegando pela janela do meu apartamento no oitavo andar. Um caminhão pequeno, poucas caixas, nada de família ou mulher por perto. Só ele. Comecei a prestar atenção nos horários. Saía pro trabalho um pouco mais cedo só pra tentar cruzar com ele no hall. Voltava do mercado olhando pros lados, como uma adolescente burra esperando um encontro “por acaso”. E quando acontecia, meu coração batia mais forte. Um aceno de cabeça, um “tudo bem?” rápido, e eu já ficava pensando nisso pelo resto do dia.

Uma tarde de sábado, enquanto Carlos estava assistindo futebol na sala, ouvi barulho no corredor. Era ele, o vizinho — Rafael, descobri depois —, carregando umas sacolas de supermercado. Uma delas rasgou na hora que passei pela porta aberta do elevador, e um pacote de arroz caiu no chão. Instinto puro, me abaixei pra ajudar. Nossos dedos roçaram quando pegamos o mesmo item, e levantei os olhos pra encontrar os dele, verdes como os meus, mas com uma intensidade que me fez engolir em seco.

— Valeu pela força... — ele parou, como se esperasse meu nome.

— Helena — completei, sentindo o rosto quente.

— Rafael. Acho que somos vizinhos, né? — Ele sorriu de lado, um canto da boca subindo mais que o outro. Uma delícia.

— É, acho que sim — murmurei, levantando-me com o coração disparado. Voltei pro apartamento com as mãos tremendo, o som da TV ao fundo misturado com a lembrança daquele toque mínimo. Carlos nem notou que eu tinha saído.

Naquela noite, enquanto tomava banho, deixei a água quente escorrer pelo corpo e fechei os olhos. Pensei nele. Rafael. Imaginei aquelas mãos grandes me pegando pela cintura, me encostando na parede do banheiro, a boca dele descendo pelo meu pescoço enquanto eu gemia baixinho. Meus dedos deslizaram entre minhas pernas quase sem querer, e quando gozei, mordi o lábio pra não fazer barulho. Foi a primeira vez em meses que senti isso sozinha. E foi pensando num cara que mal conheço.

A culpa veio logo depois. Deitei ao lado do Carlos, que já roncava, e fiquei olhando pro teto. O que tava acontecendo comigo? Eu não era assim. Nunca trai, nunca nem pensei nisso. Mas o desejo é uma coisa viva, né? Uma vez que acorda, não tem como botar pra dormir de novo. E Rafael parecia saber disso. Ou talvez fosse só impressão minha.

Na semana seguinte, aconteceu. Estava voltando de uma audiência no tribunal, salto alto machucando os pés, quando o vi no estacionamento do prédio. Ele tava lavando uma moto preta, mangueira na mão, camiseta molhada colada no corpo. Parei sem pensar, só olhando. Ele percebeu e virou pra mim, secando as mãos numa toalha velha.

— Tá perdida aí, Helena? — perguntou com aquele sorriso safado de novo.

— Não... só admirando o serviço — respondi antes de pensar, e me arrependi na hora. Que merda eu tava falando? Mas ele riu, uma risada gostosa, e veio mais perto.

— Se quiser ajudar, tô precisando de uma mãozinha aqui. — O tom era brincalhão, mas tinha algo por trás. Uma provocação.

— Meu marido tá em casa — soltei rápido, como se precisasse me justificar. Ou me proteger.

— Não tem problema. Só lavar a moto mesmo. — Ele deu de ombros, mas os olhos dele diziam outra coisa. Tesão puro.

Não sei como tive coragem, mas fui. Peguei a esponja que ele ofereceu, rindo de mim mesma por estar fazendo aquilo de terninho e salto alto. A cada movimento, sentia o olhar dele em mim. No meu decote discreto, nas curvas da minha cintura. E eu gostei disso. Gostei de ser desejada de novo. Quando a água da mangueira “acidentalmente” molhou minha blusa, deixando o tecido quase transparente, ouvi ele soltar um “puta merda” baixinho. Meu sutiã preto tava à mostra, os mamilos duros pelo frio da água. Não me mexi pra cobrir. Deixei ele olhar.

— Desculpa aí... não foi de propósito — disse ele, mas a cara dele entregava a mentira.

— Sei... — retruquei, encarando-o. Meu corpo todo pulsava. Queria que ele me pegasse ali mesmo, no meio do estacionamento vazio. Mas só joguei a esponja pras mãos dele e murmurei um “preciso ir” antes de subir pro apartamento.

Cheguei em casa tremendo. Carlos tava no banho, nem percebeu minha blusa molhada. Tirei tudo rápido, coloquei um roupão e fingi que nada tinha acontecido. Mas naquela noite, enquanto meu marido dormia ao lado, eu não conseguia fechar os olhos. O tesão tava me consumindo. Levantei no escuro, fui até a janela da sala que dá pro estacionamento. A moto ainda tava lá, brilhando sob a luz fraca do poste. Pensei em Rafael, naquele corpo molhado, na forma como ele me olhou. Meus dedos desceram por baixo do roupão, toquei minha buceta já melada só de lembrar. Gozei rápido, encostada na parede, mordendo a mão pra abafar os gemidos.

Depois disso, ficou pior. Cada encontro com Rafael era uma tortura deliciosa. Um “oi” no corredor virava minutos inteiros pensando na voz dele. Um dia, precisei pedir açúcar emprestado porque Carlos esqueceu de comprar. Subi até o 1002 com o coração na garganta. Ele abriu a porta só de bermuda, peito nu suado como se tivesse acabado de treinar. O cheiro dele era puro tesão.

— Açúcar? Claro... entra aí rapidinho — disse ele, abrindo espaço.

Hesitei por meio segundo, mas entrei. O apartamento era bagunçado, caixas ainda empilhadas pelos cantos. Ele foi até a cozinha pegar o pacote, e eu fiquei parada na sala, olhando pras coisas dele como se pudesse descobrir quem era aquele homem que tava mexendo tanto comigo.

— Então... teu marido tá bem? — perguntou enquanto voltava, encostando-se no balcão da cozinha com um olhar que me despia.

— Tá... trabalhando muito — respondi baixinho, sentindo o ar pesado entre nós.

— Que pena. Uma mulher como você merece mais atenção. — Ele se aproximou devagar, parando a poucos centímetros. Senti o calor do corpo dele, o cheiro de suor misturado com algum perfume barato. Minha respiração acelerou.

— Eu... preciso ir — gaguejei, mas não me mexi.

— Tem certeza? — A mão dele roçou meu braço, leve, quase imperceptível. Mas foi o suficiente pra fazer minha pele arrepiar inteira.

Saí dali quase correndo, o pacote de açúcar apertado contra o peito como se fosse um escudo. Em casa, tranquei a porta do banheiro e me toquei de novo pensando nele. No que teria acontecido se eu tivesse ficado. Se tivesse deixado aquela mão subir mais. Se tivesse deixado ele me pegar contra aquele balcão.

O clímax veio numa quinta-feira à noite. Carlos tinha viajado pra uma convenção de trabalho, ia passar dois dias fora. Eu tava sozinha em casa, tomando vinho barato na varanda pra tentar relaxar. Ouvi passos no corredor externo que liga os apartamentos, e meu coração já sabia antes mesmo de olhar. Era Rafael, voltando de algum lugar, camisa desabotoada mostrando parte do peito.

— Sozinha hoje? — perguntou ao me ver pela grade da varanda.

— É... marido viajou — respondi sem pensar, o vinho soltando minha língua.

Ele sorriu aquele sorriso perigoso e veio até a grade, encostando-se nela.

— Quer companhia? Só conversar um pouco... ou algo mais.

Minha cabeça gritava “não”, mas meu corpo inteiro dizia “sim”. Antes que eu pudesse racionalizar, abri o portãozinho da varanda e deixei ele entrar. Sentamos nas cadeiras de plástico que temos ali, eu com meu copo de vinho na mão trêmula, ele com uma cerveja que pegou da geladeira sem cerimônia.

Conversamos bobagens por uns minutos — trabalho, o prédio chato, o síndico mala —, mas o ar entre nós tava carregado. Cada palavra era uma desculpa pra estarmos ali. Até que ele se inclinou pra frente, cotovelos nos joelhos, e falou baixo:

— Helena, para com isso. A gente sabe o que quer.

Engoli seco, sentindo a buceta pulsar só com aquelas palavras. Não respondi nada, mas levantei da cadeira devagar e entrei na sala. Ele veio atrás. Fechei a cortina da varanda com mãos nervosas, sabendo que não tinha volta. Quando me virei, Rafael já tava perto demais, as mãos na minha cintura me puxando contra ele.

A boca dele encontrou a minha num beijo urgente, desesperado. Língua quente, gosto de cerveja misturado com algo que era só dele. Gemi contra os lábios dele, sentindo as mãos grandes descendo pras minhas coxas, apertando minha bunda por cima do shortinho fino que eu usava. Meu corpo reagia sozinho, pernas abrindo espaço pra ele se encaixar entre elas enquanto me encostava na parede.

— Caralho, você é gostosa demais — murmurou contra meu pescoço, mordendo leve antes de chupar a pele ali. Cada toque era fogo puro descendo pela minha coluna.

Tirei a camisa dele com pressa desajeitada, querendo sentir aquela pele bronzeada sob meus dedos. Ele fez o mesmo comigo, arrancando minha blusa e expondo meus peitos ainda presos no sutiã. Não demorou pra ele abrir o fecho e mamar neles como se estivesse faminto, língua circulando meus mamilos duros enquanto eu puxava o cabelo dele e gemia alto demais pro silêncio do apartamento.

Descemos pro sofá tropeçando nas roupas pelo caminho. Ele me jogou ali, abrindo minhas pernas com os joelhos enquanto desabotoava minha calça. Fiquei só de calcinha preta simples diante dele, ofegante, vendo-o tirar a bermuda e revelar o volume enorme por baixo da cueca. Quando liberou aquele pau duro, grosso, apontando pra mim como uma promessa, quase gozei só de olhar.

— Quero te comer agora — disse ele, voz rouca de tesão enquanto rasgava minha calcinha sem paciência.

Não teve preliminar delicada nem conversa fiada. Ele encaixou a cabeça na entrada da minha buceta melada e empurrou devagar no começo, me fazendo sentir cada centímetro abrindo caminho dentro de mim. Gritei baixo, unhas cravando nos ombros dele. Era grande demais comparado ao que eu tava acostumada, ardia um pouco, mas era uma dor boa, daquelas que você implora por mais.

— Porra, que delícia... tá tão apertada — grunhiu ele, começando a meter num ritmo firme, cada estocada me fazendo arquear as costas contra o tecido áspero do sofá.

Eu tava fora de mim. Gemendo alto, pedindo mais rápido, mais fundo. “Me fode, vai, me fode forte” saía da minha boca sem filtro nenhum. E Rafael obedecia como um putão enlouquecido, segurando meus quadris com força enquanto batia fundo dentro de mim. Gozei rápido assim, tremendo inteira sob ele, sentindo minha buceta contrair em volta daquele pau grosso.

Ele não parou. Me ajudou a virar de bruços no sofá, empinando minha bunda pro ar enquanto eu ainda tentava recuperar o fôlego. “Quero esse rabo agora”, disse baixo no meu ouvido antes de lamber meu pescoço. Não esperei resposta; cuspiu na mão, lubrificou meu cu com saliva mesmo e começou a forçar entrada devagarinho.

— Relaxa... deixa eu entrar — murmurou enquanto eu gemia de dor misturada com tesão insano. Nunca tinha dado tanto controle assim pra ninguém no sexo anal; com Carlos era sempre algo tímido e raro. Mas com Rafael eu queria tudo. Queria ser dominada por aquele macho que sabia exatamente como mexer comigo.

Quando finalmente entrou todo, começou devagar mas logo acelerou as estocadas até virar uma foda bruta mesmo; cada movimento fazia meus peitos balançarem contra os braços cruzados sob mim no sofá desconfortável. Gritei abafado contra os próprios cabelos espalhados na cara; gozei outra vez assim – pelo cu – algo inédito pra mim até então.

Rafael saiu do meu rabo ofegante minutos depois pra gozar nas minhas costas; jatos quentes caindo sobre pele suada enquanto grunhia satisfeito: “Porra... Helena...”. Ficamos largados ali uns minutos recuperando ar; nenhum dos dois falou nada sobre culpa ou consequências disso tudo.

Ele pegou roupa jogada pelo chão depois disso; vestiu-se quieto sob luz fraca da sala ainda bagunçada pelas garrafas vazias largadas perto dali antes desse furacão acontecer entre nós dois hoje aqui dentro deste apê onde divido vida ordinária diária junto ao Carlos... Levantou-se dando leve tapinha na minha bunda nua exposta ainda sobre tecido manchado agora: "Até outra hora então." Saiu pela varanda sem olhar muito atrás sequer fechando portão direito provavelmente propositalmente...

Fiquei pelada ali estirada sentindo cansaço tomar conta junto aos resquícios úmidos escorrendo pelas costas descendo rumo às coxas trêmulas pós-orgasmos intensos vividos há pouco instantes atrás... Levantei cambaleante indo direto ao banheiro lavar evidências embora sabendo internamente impossível apagar memória corporal registrada profundamente nesses toques proibidos trocados essa noite maldita ou bendita dependendo ponto vista particular interno...

No dia seguinte voltei à rotina fingindo normalidade perante Carlos retornado viagem nenhuma palavra mencionando ocorrido; apenas continuei vivendo carregando segredo silencioso pulsando internamente aguardando próxima chance talvez acontecer novamente ou não dependendo destino imprevisível futuro incerto adiante apenas...

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