Eu estava no terraço do meu novo apê, ajustando o tripé da câmera pra pegar o pôr do sol que caía sobre o condomínio, quando a vi pela primeira vez. Ela tava na janela do prédio da frente, um andar abaixo, com uma taça de vinho na mão, o olhar perdido em algum lugar que não era ali. O cabelo castanho solto, bagunçado, caía sobre os ombros, e o vestido leve marcava as curvas de um corpo que parecia implorar por atenção. Não sei se foi o jeito que ela segurava a taça ou a tristeza que pesava nos olhos dela, mas algo me pegou de jeito. Meu instinto de fotógrafo gritou pra registrar aquele momento, mas o homem em mim só queria saber quem era aquela mulher.
Desci a câmera, fingindo ajustar a lente, mas meus olhos não saíam dela. Mariana, como descobri depois, tinha 35 anos, casada há 10 com um cara que parecia mais ausente do que presente. Eu, Gabriel, 32 anos, recém-mudado pra esse canto de classe média no interior de São Paulo, não tava procurando encrenca. Mas tem coisa que a gente não escolhe. Tem coisa que escolhe a gente.
Nos primeiros dias, era só troca de olhares. Eu no terraço, ela na janela. Eu com minha câmera, apontando pro horizonte mas sempre desviando pra capturar um ângulo dela. Ela, às vezes, fingia não perceber, mas eu via o canto da boca dela subir, um sorriso tímido, quase culpado. Outras vezes, ela me encarava de volta, sem desviar, como se quisesse dizer algo que a língua não deixava. Meu pau já pulsava só de imaginar o que passava naquela cabeça.
Foi numa tarde abafada de quinta-feira que a coisa mudou de tom. Eu tava saindo pra buscar umas fotos reveladas quando a encontrei no portão do prédio dela, carregando umas sacolas do mercado. O vestido azul colado ao corpo, suor brilhando na pele morena do pescoço, e aquele mesmo olhar perdido que me perseguia. Não pensei duas vezes.
— Deixa eu te ajudar com isso — falei, já pegando uma das sacolas sem esperar resposta. Minha voz saiu mais grave do que o normal, como se eu precisasse marcar território.
Ela hesitou, olhou pros lados como se alguém pudesse estar vendo, mas acabou cedendo. — Tá bom... Obrigada. É Gabriel, né? Vi você com a câmera lá em cima.
— Isso mesmo. E você é a Mariana, a vizinha que gosta de vinho ao pôr do sol — respondi, com um sorriso de canto, testando até onde podia ir.
Ela corou na hora, baixou os olhos pras sacolas, mas não negou. Subimos juntos pelo elevador, e o silêncio ali dentro era mais alto que qualquer barulho. O cheiro doce do perfume dela invadia meu espaço, e eu podia sentir o calor da presença dela a poucos centímetros. Meu coração batia forte, e eu sabia que o dela também. Quando chegamos no andar dela, ela parou na porta, segurando as sacolas que devolvi.
— Quer entrar? Tomar um café? — perguntou, quase num sussurro, como se tivesse medo da própria coragem.
Eu sabia que não era só café. Sabia que ali tinha um convite pra algo maior, mais perigoso. Mas balancei a cabeça, sorrindo. — Hoje não, Mariana. Mas quem sabe outro dia.
Deixei ela ali, com um misto de alívio e decepção no rosto, e desci as escadas sentindo o peso da minha própria contenção. Meu pau tava duro feito pedra dentro da calça, e eu só pensava naquela mulher abrindo a porta pra mim de um jeito que o marido dela nunca ia imaginar.
Os dias seguintes foram uma tortura. Eu comecei a ajustar meus horários pra coincidir com os dela. Passava pela janela dela “sem querer”, levava lixo no mesmo horário que ela descia pro mercado. E cada encontro era uma faísca. Um “oi” carregado, um toque acidental no braço, um olhar que durava mais do que devia. Até que numa noite, enquanto eu fumava um cigarro no terraço, vi a luz da janela dela acender. Ela apareceu, dessa vez sem taça, só com uma blusa fina que marcava os peitos fartos, sem sutiã por baixo. Os bicos durinhos apontavam contra o tecido, e eu juro que quase larguei o cigarro no chão.
Ela me viu, ficou parada ali por uns segundos, depois levantou a mão num aceno tímido. Eu retribuí, mas não desviei o olhar. Queria que ela soubesse que eu tava vendo tudo, cada detalhe daquele corpo que gritava por algo que ela não tinha em casa. Então, num impulso que nem sei explicar, tirei a camisa devagar, deixando meu peito à mostra, a pele morena brilhando sob a luz fraca do terraço. Vi os olhos dela se arregalarem, depois descerem pelo meu corpo, parando na linha da calça onde meu volume já era impossível de esconder.
Mariana mordeu o lábio inferior, hesitou, e então se aproximou mais da janela, quase colando o corpo no vidro. A blusa subiu um pouco, mostrando a barriga lisa, e eu sabia que aquilo era um jogo que nenhum de nós queria parar. Peguei meu celular, tirei uma foto dela ali, naquele momento cru e vulnerável, e guardei pra mim. Não era só voyeurismo. Era posse.
Na manhã seguinte, desci pro mercado do bairro sabendo que ela estaria lá. E estava. Vestido leve, cabelo preso num rabo de cavalo bagunçado, e um carrinho cheio de compras banais que não combinavam com o fogo que eu via nos olhos dela.
— Coincidência te encontrar aqui — menti, parando ao lado dela na fila do caixa.
Ela riu, nervosa, olhando pros lados como sempre fazia. — É... Parece que sim.
Paguei minhas coisas rápido e esperei por ela na saída, encostado na parede com um sorriso que dizia tudo. Quando ela passou por mim, murmurei baixo, perto demais do ouvido dela: — Aquela blusa de ontem... Ficou marcada na minha cabeça.
Mariana congelou por um segundo, as bochechas queimando de vermelho, mas não respondeu. Só acelerou o passo, como se fugir fosse apagar o que tava acontecendo entre nós. Mas eu sabia que não apagava. Sabia que naquela noite ela ia pensar em mim tanto quanto eu pensava nela.
E foi assim por semanas. Um jogo perigoso de olhares, toques disfarçados, palavras sussurradas que eram mais promessas do que conversa fiada. Até que numa tarde chuvosa, enquanto o céu desabava lá fora, ouvi batidas leves na minha porta. Abri e lá estava ela, ensopada da chuva, o vestido grudado no corpo como uma segunda pele, mostrando cada curva daquela mulher que eu desejava desde o primeiro dia.
— Meu marido tá viajando... E eu... Eu não aguento mais — disse ela, a voz tremendo, os olhos cheios de culpa e tesão.
Não respondi com palavras. Só puxei ela pra dentro, fechei a porta com força e colei meu corpo no dela contra a parede. O cheiro da chuva misturado ao perfume doce dela me deixava louco. Minhas mãos agarraram a cintura dela com fome, deslizando pro rabão macio que eu só via de longe até então. Ela gemeu baixo quando pressionei meu pau duro contra ela, ainda por cima da roupa molhada.
— Gabriel... Isso é errado... — sussurrou, mas as mãos dela tavam no meu peito, descendo devagar, explorando cada músculo.
— Então por que tá aqui? — retruquei, mordendo leve o lóbulo da orelha dela, sentindo o corpo dela tremer contra o meu.
Não teve resposta. Só um gemido abafado quando minha mão entrou por baixo do vestido, encontrando a calcinha encharcada não só de chuva. Meus dedos deslizaram por cima do tecido, sentindo a xereca quente pulsando, pedindo mais. Ela jogou a cabeça pra trás, os olhos fechados, entregue àquele momento que nenhum dos dois podia mais evitar.
Tirei a calcinha dela devagar, deixando cair no chão molhado, e me abaixei, levantando o vestido até a cintura. A visão daquela buceta lisinha, inchada de desejo, quase me fez gozar ali mesmo sem tocar. Beijei as coxas grossas, subindo devagar, sentindo o gosto salgado da pele misturado à chuva, até chegar onde ela mais queria. Minha língua traçou o contorno dos lábios antes de mergulhar fundo, chupando aquela xereca gostosa enquanto ela agarrava meu cabelo, gemendo alto sem se importar se alguém ouvia.
— Porra... Gabriel... Continua... — pediu, as pernas tremendo tanto que tive que segurar firme naquele rabão pra ela não cair.
Chupei com vontade, lambendo cada canto, brincando com o grelinho duro até sentir ela gozar na minha boca, o corpo convulsionando enquanto tentava abafar os gritos contra a parede. Quando levantei, limpando a boca com as costas da mão, vi os olhos dela brilhando de prazer e culpa. Mas nenhum dos dois queria parar.
Tirei minha calça rápido, libertando meu pau que já latejava de tanto tesão. A chapeleta brilhava de tão babada, e Mariana olhou pra baixo, mordendo o lábio como se tivesse medo do tamanho daquele caput de fusca. Peguei as mãos dela, coloquei no meu cacete duro, deixando ela sentir cada veia pulsando enquanto eu beijava aquele pescoço suado.
— Quer isso? — perguntei, roçando a cabeça na entrada molhada dela, sentindo o calor da xereca contra mim.
Ela só assentiu, ofegante, e levantou uma perna, se abrindo mais pra mim. Não esperei mais. Meti devagar no começo, sentindo cada centímetro sendo engolido por aquela buceta apertada que parecia não ter sido usada direito há anos. Ela gemeu alto, cravando as unhas nas minhas costas enquanto eu socava fundo, esticando as paredes daquela xereca faminta.
A chuva lá fora abafava os sons dos nossos corpos batendo um contra o outro, mas dentro daquele apê pequeno era só gemido, pele contra pele e o cheiro de sexo tomando conta. Mudei ela de posição, virando-a de frente pra parede, empinando aquele rabão gostoso pra mim enquanto ela se apoiava com as mãos no concreto. Meti de novo, agora mais forte, segurando os quadris dela enquanto via aquelas nádegas tremerem a cada estocada.
— Caralho, Mariana... Que cu gostoso... — murmurei, passando o polegar pelo buraquinho apertado sem entrar, só provocando.
Ela virou o rosto pra trás, os olhos cheios de desejo puro. — Faz... Faz o que quiser... Só me fode...
Aquilo foi o gatilho. Aumentei o ritmo, socando naquela buceta até sentir minhas bolas apertarem, prontas pra explodir. Tirei na hora certa, gozando nas costas dela, jatos quentes escorrendo pela pele morena enquanto ela gemia baixo, ainda tremendo do próprio gozo.
Caímos no chão ali mesmo, ofegantes, molhados de chuva e suor, sem dizer nada por uns minutos. A realidade bateu rápido quando ela pegou o vestido amassado e começou a se vestir com pressa, evitando meu olhar.
— Isso... Isso não pode acontecer de novo — disse, quase pra si mesma, enquanto calçava os chinelos encharcados.
Eu só assenti, ainda sentado no chão, sabendo que nenhum dos dois acreditava nisso. Fechei a porta atrás dela e fui pro banho, sentindo o peso daquele momento nas costas junto com o prazer que ainda latejava no corpo. Era só questão de tempo até ela voltar. Ou até eu ir atrás.
Naquela noite, fumei outro cigarro no terraço, olhando pra janela dela apagada. Peguei meu celular, abri a foto que tirei semanas atrás e fiquei encarando aquela imagem crua da mulher que eu acabara de foder. Apaguei a foto logo depois, não por culpa, mas porque sabia que não precisava dela. O gosto daquela xereca ainda tava na minha boca, e isso ninguém ia tirar.
No dia seguinte, voltei pra rotina das fotos e dos horários “casuais” no condomínio. Vi Mariana saindo pro mercado outra vez, mas dessa vez não fui atrás. Só trocamos um olhar rápido pela janela antes dela fechar a cortina com força. Meu pau deu sinal de vida só com isso, mas deixei quieto. Por enquanto.
Fim da tarde, peguei minha câmera e saí pra fotografar o bairro, como se nada tivesse acontecido. Afinal, amanhã tem mais dia.

